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CCJ aprova inclusão de violência digital contra mulher na Lei Maria da Penha

CCJ aprova projeto que classifica violência eletrônica contra mulher como crime na Lei Maria da Penha. Veja os impactos para a advocacia.

Por Giovanna Fant - 07/10/2025 as 14:29

Em sessão realizada nesta quarta-feira (1º), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decidiu, de forma unânime, aprovar o projeto de lei que insere a violência eletrônica contra a mulher, como a perseguição digital, entre os crimes contemplados pela Lei Maria da Penha.

O projeto, identificado como PL 116/2020, foi apresentado pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e contou com parecer favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). A decisão da CCJ foi terminativa, o que significa que, caso não haja recurso para votação em Plenário, a matéria será encaminhada diretamente para a análise da Câmara dos Deputados.

Na proposta, fica estabelecido que as formas de violência psicológica, sexual, patrimonial e moral já previstas na Lei Maria da Penha também podem ocorrer por meios eletrônicos. Além disso, o texto explicita que práticas como perseguição digital, exposição indevida da intimidade, chantagens e ameaças online passam a ser enquadradas como infrações à lei.

A senadora Leila Barros argumentou que a popularização dos dispositivos digitais e das redes sociais trouxe consigo um novo cenário, exigindo a atualização da legislação para coibir as violências praticadas nesses ambientes virtuais. Segundo ela, vítimas de violência eletrônica frequentemente sofrem humilhações, constrangimentos e ataques virtuais que prejudicam autoestima, privacidade e segurança.

O relator, senador Veneziano Vital do Rêgo, ressaltou a importância de explicitar a violência eletrônica na legislação, destacando que tal medida fortalece o combate a essas práticas e oferece maior clareza ao Judiciário. Ele observou ainda que a luta contra a violência doméstica deve acompanhar os avanços tecnológicos, garantindo proteção às mulheres em todos os ambientes.

Segundo o senador, o uso crescente de meios eletrônicos para a prática de abusos, inclusive contra a mulher, torna o acréscimo da violência digital à Lei Maria da Penha uma medida necessária e oportuna.

Impacto no Dia a Dia dos Advogados

A aprovação do projeto impacta diretamente a atuação dos advogados que lidam com Direito Penal, Direito de Família e Direitos Humanos, além de especialistas em crimes digitais. Com a inclusão expressa da violência eletrônica na Lei Maria da Penha, profissionais precisarão adaptar suas estratégias processuais, atualizar petições, defesas e recursos, além de orientar clientes sobre as novas possibilidades de enquadramento legal. A medida amplia o campo de atuação para advogados que representam vítimas e acusados, exigindo atualização constante frente às mudanças tecnológicas e intensificando a demanda por consultoria jurídica em casos de violência on-line.