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'Lavagem cerebral' e golpe do falso advogado: aposentada perde R$ 255 mil

Aposentada perde R$ 255 mil ao cair em golpe de falsos advogados que usaram dados reais de profissionais para simular processo judicial.

Por Giovanna Fant - 29/10/2025 as 16:21

Uma aposentada de Parobé, no Rio Grande do Sul, foi vítima de um sofisticado golpe após ser contatada por criminosos que se passavam por sua advogada. O contato inicial ocorreu por mensagem de celular, informando que o processo de pensão por morte do marido estava próximo da conclusão. Para liberar o valor supostamente devido, a vítima recebeu a orientação de realizar um depósito bancário.

Segundo a Polícia Civil, os golpistas utilizavam dados reais de advogados e criavam contas falsas em nome de profissionais do Direito, simulando inclusive audiências e enviando documentos com timbres oficiais. No caso da aposentada, uma mulher se apresentou como Leandra — nome verdadeiro de uma advogada que também foi vítima, tendo seus dados utilizados indevidamente — e um suposto assistente chamado Guilherme também participou das tratativas.

Durante várias semanas, a vítima trocou mensagens com os criminosos, que demonstravam grande conhecimento dos trâmites judiciais e enviavam comprovantes e documentos que pareciam autênticos. No total, foram realizados nove depósitos bancários em poucos dias, totalizando R$ 255 mil — valor economizado ao longo de toda uma vida pela aposentada.

O golpe foi tão bem articulado que os criminosos continuaram pedindo novos pagamentos sob o pretexto de “taxas finais” para a liberação de R$ 452 mil. Só após desconfiar, a vítima percebeu que o dinheiro já havia sido transferido para contas de terceiros, tornando impossível o estorno. A verdadeira Leandra Wichmann, advogada envolvida no processo da aposentada, declarou: “Que valores são esses? Porque eu não peço valores de clientes antecipadamente de forma alguma, né? Eles foram no processo da Justiça Federal, fizeram prints da procuração, mostraram para ela um comprovante no meu nome, onde constava os dados da minha conta bancária, claro que uma conta falsa, né? E ela acreditou”.

Especialistas alertam que pagamentos judiciais não são feitos por PIX nem por transferências diretas, sendo obrigatoriamente depositados em juízo, com saque autorizado apenas mediante alvará de pagamento.

Impacto no Dia a Dia dos Advogados

Casos como este reforçam a necessidade de advogados adotarem práticas preventivas de comunicação com seus clientes, esclarecendo rotinas de pagamento e formas seguras de contato. Advogados previdenciários e cíveis, especialmente aqueles envolvidos em demandas de benefícios e valores judiciais, precisam redobrar a atenção quanto à proteção de seus dados profissionais para evitar fraudes. A exposição de nomes e informações em processos judiciais pode aumentar o risco de golpes, exigindo maior cautela na orientação dos clientes e no monitoramento de possíveis usos indevidos de sua identidade. O episódio também serve de alerta para todos os profissionais do Direito sobre a importância de orientar seus clientes a respeito dos procedimentos corretos de recebimento de valores judiciais, preservando a confiança e a segurança na relação advogado-cliente.