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OAB questiona no STF lei de Goiás que permite bacharéis como defensores dativos em PADs

OAB questiona no STF lei de Goiás que permite bacharéis em Direito como defensores dativos em PADs. Decisão pode impactar prerrogativas da advocacia.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7897, contestando dispositivo da Lei estadual 20.756/2020 de Goiás. O ponto questionado exige que o defensor dativo em procedimentos administrativos disciplinares (PADs) de servidores públicos seja bacharel em Direito, mas não necessariamente advogado.

A ação, que possui pedido de liminar e foi distribuída ao ministro Luiz Fux, destaca que, conforme a Constituição Federal, a defesa técnica deve ser realizada exclusivamente por advogados inscritos na OAB. Segundo a OAB, a nomeação de bacharéis (profissionais formados em Direito, mas sem registro na Ordem) para a função de defensor dativo viola tanto o direito à ampla defesa quanto as prerrogativas da advocacia.

De acordo com a entidade, ao reconhecer a necessidade de defesa técnica nos PADs, o Estado de Goiás não poderia permitir que tal atribuição recaia sobre quem não possui habilitação legal de advogado. A OAB salienta ainda que os procedimentos administrativos disciplinares podem resultar em punições graves, como demissão ou cassação de aposentadoria, o que reforça a necessidade de atuação qualificada por profissionais regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil.

Impacto no Dia a Dia dos Advogados

A discussão sobre a habilitação dos defensores dativos em PADs interfere diretamente na atuação dos advogados administrativistas e de servidores públicos, além de afetar a própria valorização da profissão. Caso prevaleça a possibilidade de bacharéis atuarem como defensores, advogados poderão perder espaço e prerrogativas em procedimentos de grande relevância, exigindo atenção redobrada na defesa das garantias profissionais e possíveis adaptações na estratégia de atuação em processos disciplinares. Áreas como direito administrativo disciplinar e servidores públicos são as mais impactadas, mas a repercussão se estende a toda a advocacia que lida com defesa técnica em processos administrativos.