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'Serial killer' confessa envenenamento de cães; polícia de SP apura 14 mortes de animais

Ana Paula Fernandes admite matar cães com veneno; polícia de SP apura 14 mortes e ligação com homicídios. Caso impacta o Direito Penal e Ambiental.

Por Giovanna Fant - 17/10/2025 as 09:27

A universitária Ana Paula Veloso Fernandes, apontada como 'serial killer' pela Polícia Civil, admitiu em interrogatório ter matado cães utilizando o veneno conhecido como 'chumbinho'. A suspeita, atualmente presa, é investigada pelo assassinato de quatro pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro, crimes supostamente cometidos por envenenamento. O depoimento de Ana Paula revela detalhes do uso do veneno tanto em humanos quanto em animais.

As investigações da Polícia Civil de Guarulhos buscam apurar se Ana Paula, de 36 anos, foi responsável pela morte de ao menos 14 cães. Dentre eles, dez eram filhotes pertencentes à sua irmã gêmea, Roberta Cristina Veloso Fernandes, que também está presa por suspeita de participação nos assassinatos de Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres. Outros quatro cães adultos, supostamente envenenados, viviam com o ex-marido da universitária no Rio de Janeiro. Segundo o delegado Halisson Ideiao Leite, Ana Paula confessou ter matado os animais com o mesmo veneno utilizado nos outros crimes.

No interrogatório, ao ser questionada sobre o uso do 'chumbinho', Ana Paula afirmou que já possuía o produto em casa, adquirido no Rio de Janeiro, inicialmente para matar o cachorro da irmã. Ela sorriu em alguns momentos ao relatar os crimes e confirmou ter conhecimento dos efeitos letais do veneno tanto em animais quanto em pessoas.

Durante as buscas na residência de Ana Paula em Guarulhos, as autoridades apreenderam um frasco com inseticida, identificado pela perícia como substância agrícola, possivelmente utilizada tanto nos homicídios quanto na morte dos cães. O delegado destacou que, embora ainda não existam provas periciais definitivas quanto ao envenenamento dos animais, a confissão da suspeita é clara. Ana Paula detalhou inclusive o tempo necessário para o veneno fazer efeito nos filhotes e a quantidade utilizada por animal.

O ex-marido da investigada relatou que quatro cães sob seus cuidados morreram enquanto viviam com Ana Paula. Ele descreveu sintomas compatíveis com envenenamento, como salivação excessiva, e afirmou que passou a suspeitar do envolvimento da ex-esposa após sua prisão pelo assassinato de pessoas. O casal permaneceu junto por seis meses, com a separação ocorrendo após episódios de violência e ameaças.

Diante das suspeitas, a Polícia Civil pediu apoio da Prefeitura de Guarulhos para resgatar três cães sobreviventes – Luna, Selena e Bob –, que foram encaminhados a um abrigo municipal e estão disponíveis para adoção. As defesas das envolvidas não foram localizadas até o momento para comentar as acusações. Ana Paula está presa desde julho; Roberta foi detida em agosto e Michelle Paiva da Silva, filha de uma das vítimas, foi presa em outubro por suspeita de participação nos crimes.

Impacto no Dia a Dia dos Advogados

A investigação envolvendo maus-tratos a animais e homicídios por envenenamento amplia a atenção dos advogados para a importância de atuar em casos de crimes ambientais e contra a vida, especialmente quando há conexão entre diferentes tipos penais. Advogados criminalistas e especialistas em Direito Ambiental e Direito Penal são diretamente impactados, pois devem estar atentos às estratégias de defesa envolvendo confissões, perícias e agravantes decorrentes de maus-tratos a animais. O caso também reforça a necessidade de atualização constante sobre legislação e jurisprudência relativas a crimes ambientais, ampliando a atuação desses profissionais e influenciando suas carreiras em processos de ampla repercussão social.