Após um julgamento que durou 22 horas e meia, o Tribunal do Júri da Comarca de Porto Alegre absolveu os réus acusados pelo homicídio qualificado de Ilza Lima Duarte. A decisão foi tomada pelos sete integrantes do Conselho de Sentença, que chegaram a um veredicto unânime após ouvir nove testemunhas e os próprios réus durante os dias 06 e 07 de agosto no Foro Central I da Capital. A Juíza de Direito Eveline Radaelli Buffon, do 1º Juizado da 2ª Vara do Júri, presidiu a sessão.
A defesa, conduzida pelos Advogados Jader da Silveira Marques e Casseano Barbosa, argumentou pela inocência dos acusados, enquanto a acusação reconheceu a ausência de provas conclusivas quanto à autoria do delito. Consequentemente, a Juíza Buffon declarou a absolvição dos réus pelo crime de homicídio qualificado e a extinção da punibilidade pelo crime de fraude processual devido à prescrição.
Ilza foi encontrada morta em seu apartamento na Av. Borges de Medeiros, Centro Histórico de Porto Alegre. Inicialmente, a morte foi considerada natural, porém, quase um ano depois, a investigação apontou para um homicídio. O Ministério Público, representado pelo Promotor Rafael Russomanno Gonçalves, denunciou que o casal planejou o crime visando a herança da idosa, já que estavam incluídos em seu testamento. Os demais acusados, julgados em 2019, estariam envolvidos na execução ou auxílio do ato criminoso – um foi condenado e dois absolvidos naquela ocasião.
O caso foi levado a julgamento popular em dezembro de 2012 pelo Juiz de Direito Felipe Keunecke de Oliveira que, após análise das provas, considerou haver indícios suficientes do envolvimento dos réus no crime. O Tribunal de Justiça confirmou sua decisão.