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Tribunal de Justiça de SP valida lei municipal sobre doação de sangue animal em São José do Rio Preto

Justiça paulista confirma constitucionalidade de lei que incentiva banco de sangue para animais domésticos em São José do Rio Preto.

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, em decisão unânime, reconheceu a constitucionalidade da Lei Municipal nº 14.737/24, de São José do Rio Preto, responsável por instituir a campanha “Alma Pet - Doação de Sangue Animal”. A iniciativa visa incentivar a criação e a manutenção de bancos de sangue para animais domésticos.

A Prefeitura da cidade havia ingressado com ação direta de inconstitucionalidade, argumentando que a lei extrapolava a competência do Legislativo municipal ao impor despesas ao Executivo sem previsão orçamentária e ao invadir atribuições privativas do chefe do Executivo.

O relator do caso, desembargador Jarbas Gomes, destacou que a norma não interfere na gestão administrativa nem na estrutura burocrática do município, permitindo, inclusive, a iniciativa concorrente entre Executivo e Legislativo. Conforme ressaltou o magistrado, a lei apenas estabelece diretrizes para a campanha, sem impor obrigações concretas ao Poder Público. A execução das campanhas e a eventual instalação de bancos de sangue veterinários dependem da viabilidade técnica e da decisão do Executivo municipal.

Sobre a suposta ausência de previsão de recursos orçamentários, o relator reafirmou que tal fato não torna a norma inconstitucional, podendo, no máximo, inviabilizar a implementação no exercício financeiro em que foi promulgada.

A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2059867-16.2025.8.26.0000.

Impacto no Dia a Dia dos Advogados

O entendimento firmado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo influencia a atuação de advogados que atuam no Direito Administrativo, Constitucional e também em causas ligadas à proteção animal. Especialmente, profissionais que lidam com controle de constitucionalidade de leis municipais devem atentar para a possibilidade de iniciativas legislativas concorrentes e os limites da reserva de administração. A decisão reforça a importância de avaliar, em ações do tipo, o conteúdo normativo e o grau de ingerência da lei sobre o Executivo, impactando estratégias processuais e argumentos em futuras demandas semelhantes. Advogados que representam prefeituras, câmaras municipais e entidades ligadas à causa animal são diretamente afetados, tanto na elaboração de projetos de lei quanto na defesa judicial de sua validade.