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Tribunal do Júri condena mulher a 14 anos por tentativa de homicídio contra vizinha motivada por ciúmes

Tribunal do Júri de Ceilândia condena mulher a 14 anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado contra vizinha motivada por ciúmes.

O Tribunal do Júri de Ceilândia determinou a pena de 14 anos de reclusão, em regime fechado, para uma mulher acusada de tentar matar sua vizinha. O caso teve como motivação o ciúmes do marido da ré, pois ela acreditava que a vítima estaria flertando com ele.

O crime ocorreu após a acusada chamar a vizinha para uma conversa. Ao chegar à residência, a vítima foi surpreendida com agressões feitas com um pedaço de madeira e, em seguida, com golpes de faca. Os jurados entenderam que a tentativa de homicídio foi cometida por motivo fútil.

Na sentença, o juiz presidente destacou que a ré possui antecedentes criminais desfavoráveis e ressaltou a gravidade das circunstâncias, já que o delito ocorreu na presença da filha da vítima, uma criança, o que demanda especial proteção conforme a Constituição. O magistrado também reconheceu agravantes, como a reincidência e o fato da vítima estar enferma, pois realizava hemodiálise e usava cateter no momento do ataque.

A ré não poderá recorrer em liberdade. O processo tramita sob o número 0739363-69.2023.8.07.0003 e pode ser consultado no PJe1.

Impacto no Dia a Dia dos Advogados

Essa decisão reforça a importância de observar agravantes, como reincidência e vulnerabilidade da vítima, na dosimetria da pena em casos de tentativa de homicídio qualificado. Advogados atuantes no Direito Penal, especialmente os que lidam com crimes dolosos contra a vida, devem atentar-se para a análise criteriosa de elementos como motivo fútil, antecedentes e proteção a pessoas vulneráveis. A jurisprudência evidencia a necessidade de fundamentação robusta em defesas e recursos, além de exigir atualização constante sobre a aplicação de agravantes e circunstâncias qualificadoras, influenciando diretamente estratégias processuais e a condução dos casos na seara criminal.